Apesar do consenso sobre a necessidade de reformular a Previdncia Social, as propostas em discusso apresentam pontos divergentes. 

Por exemplo, se h bastante consenso sobre a criao de um sistema bsico e pblico, que beneficiaria  apenas quem contribui, h divergncia quanto   definio do valor mximo do benefcio. As classes patronais propem menos ( Fiesp, um salrio mnimo na data da reforma; Febraban, at dois salrios); a Central nica dos Trabalhadores - CUT - defende at 10 salrios mnimos como valor mximo do regime bsico. 

Para substituir o sistema de aposentadoria ---que funciona s em sete pases, entre os quais o Brasil--- a tendncia  criar um sistema misto ---idade e tempo de contribuio. O especialista Wladimir Martinez  , criador da frmula 95, defende que o trabalhador se aposente quando a soma da sua idade e do tempo de contribuio  95. 

O deputado Reinhold Stephanes prope critrios iguais para homens e mulheres. 

A CUT e a Fora Sindical pensam diferentemente:  a primeira quer a aposentadoria por tempo de servio; a segunda defende sua extino

A fonte financiadora  outro ponto de discordncia. A CUT  quer manter a contribuio atual das empresas. A Fiesp, no. A Febraban defende a contribuio de segurados e empresas , at a faixa de dois salrios mnimos. 

H ainda a proposta baseada no modelo chileno, uma forma de capitalizao , com contribuies individuais e um seguro obrigatrio . Esse regime seria obrigatrio para os empregados e facultativo para os autnomos. Tambm prev o valor mnimo do benefcio para os contribuintes e um valor menor, de carter assistencial,  para os carentes. 